segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Música ao Vivo: E quando o DJ não é a "estrela" do evento?

Olá pessoal,
Que saudade de vocês :)

No artigo de hoje iremos conversar sobre um assunto que pode ser bastante controverso para alguns colegas de profissão: Tocar junto com bandas de música ao vivo!

Nos meus últimos 2 eventos eu toquei junto com músico profissionais das bandas A3 e Wave em dois eventos particulares: um no Hotel Rio Internacional - Copacabana (Casamento) e outro no Restaurante Real Astoria - Botafogo (Encontro Anual dos Delegados da Polícia Federal do Rio de Janeiro).

Em ambos os eventos, eu dividi o palco com os músicos, sendo que no casamento eu toquei mais do que a banda e na festa da PF eu só dei apoio a banda fazendo as primeiras 2 horas da festa (só com mpb, bossa-nova, instrumental, etc...) e os últimos 30 minutos de evento (encerramento). Ou seja, na festa da PF eu apenas "dei suporte" a banda, evitando a todo custo abrir a pista de dança, trabalhando com ritmos suaves e tentando manter o pessoal satisfeito com a música, mas sentados!

Neste dia senti pela primeira vez uma coisa muito engraçada: Eu estava feliz por estar no evento, cobrei um valor bom, trabalhei pouco, mas não estava plenamente satisfeito pois não era a "estrela" do evento!
Sério: Eu estava sendo pago (bem pago), trabalhei metade do meu tempo normal (ou menos) mas não estava completamente satisfeito porque eu não estava ali para FAZER a festa mas para ajudar a banda a fazer a festa.

Entendendo a missão
Conforme eu já deixei claro para vocês, a missão do DJ é levar a música à vida das pessoas, colaborando da melhor forma possível para que o evento do cliente ocorra sem transtornos. Assim sendo, apesar de não estar no evento para "brilhar", minha missão continuava a mesma. Fiz o que foi possível para aproveitar ao máximo o meu tempo de trabalho, buscando usar músicas e ritmos que ficassem no limite entre o agradável e o dançante. Se eu colocasse o pessoal para dançar, não poderia cair o ritmo depois e prejudicaria o trabalho da banda, que certamente iria começar "devagarinho" (eles começaram com How Deep is Your Love) e depois iria aumentando o ritmo. Eu estava ali para agregar valor ao evento, mostrando profissionalismo, não para competir com a banda pela preferência do público.


Fazendo Parcerias
Um fator muito importante a se levar em consideração numa situação como essa, falando friamente, é a questão financeira. Não dá pra tocar SEMPRE só por prazer. Tem horas em que você TOCA POR DINHEIRO SIM! E nessas horas, é melhor tocar por dinheiro em situações que te favoreçam do que em situações adversas ou hostis. Eu prefiro, sempre que possível, trabalhar com parceiros pois as parcerias profissionais - quando bem estabelecidas - trazem benefícios para todas as partes envolvidas.
Eu conheci a banda A3 em um trabalho feito em conjunto com o Edésio (EDB Produções) e com isso acabei fechando a parceria com a banda, que já me rendeu 2 excelentes trabalhos. O Heider Aché (organizador da banda A3) é um excelente parceiro de trabalho, trabalha de forma séria e organizada e tem um humor excelente. É fácil trabalhar com ele. É um cara que não tem neuroses e manias e não tenta me ensinar a fazer o meu trabalho. A gente trabalhou muito fácil juntos e espero trabalhar com ele várias outras vezes mais.


Este é o tipo de parceria que me agrada. Apesar de ter servido de "apoio" para a banda, o trabalho foi feito com dignidade e satisfação, pois a minha missão foi cumprida.


Servir de apoio para músicos pode dar problema?
Sim. Definitivamente! Conforme eu já disse, parcerias só são boas quando são boas para todas as partes envolvidas - os parceiros, o cliente e os convidados - e trazem benefícios.
Para os dj´s que como eu gostam de "fazer a festa", servir de apoio pode ser muito frustrante ou desanimador. Mas é importante levar em consideração o lado "business ": Se você está no evento, ganhando dinheiro e "mostrando a sua cara", tudo bem! Faz parte também!
Tem um ditado que diz que quem não é visto, não é lembrado. Logo, estar tocando num evento, mesmo que seja apenas uma abertura de 30 minutos ou 1 hora pode ser uma excelente oportunidade de fazer contatos. Acredite!
O único problema, na minha opinião, é quando você não é a atração principal do evento, vai tocar pouco, e ainda não pode fazer nenhum tipo de propaganda, como distribuir panfletos, cartões ou divulgar sua "marca" de alguma outra forma. Isso é realmente ruim, na minha visão, porque mesmo que você esteja ganhando o que pediu não terá nenhuma oportunidade lateral de contato, já que as pessoas no evento nem mesmo saberão quem é você, caso o organizador do evento ou o dono ou empresário da banda seja do tipo "egoísta" ou "cafetão de Dj´s". E acredite: Este tipinho existe aos montes por aí.

Num caso como esse a receita é simples: Receba seu dinheiro e vá embora. Ao chegar em casa risque o tal "parceiro" do seu caderno de contatos, e quando ele voltar a ligar, você estará ocupado. SEMPRE OCUPADO! Ponto final. Não adianta tentar negociar com esse tipinho pois eles sempre darão um jeitinho de dizer que na próxima vez será diferente, que irá te dar oportunidades para auto-promoção, que irá colocar seu nome e contatos nos "flyers" e convites do evento... Tudo conversa fiada. Se o cara só quer faturar às custas de um bom DJ que não sabe ser seu próprio empresário então não tem jeito, ele vai aproveitar o máximo que puder de todas as formas dos profissionais que estiverem à sua disposição e ponto final. Não espere nada destes caras.



Mas e aí? Vale a pena ou não?
Minha opinião é simples: Se você quer aparecer em todos os eventos onde estiver não é um bom negócio tocar com bandas ou músicos ao vivo, pois geralmente o foco destes eventos é a banda, ou o músico. Certamente, na melhor das hipóteses, você irá dividir o eventos com eles. Isso pode ser bom ou pode ser péssimo para você como DJ dependendo do ritmo de trabalho que os músicos pensam em administrar nessa "parceria".
MAS se você antes de mais nada pensa no NEGÓCIO, deixando de lado a vaidade de DJ e pensando em como aproveitar estas oportunidades junto com outros profissionais para gerar contatos laterais, networking profissional e maiores oportunidades de trabalho, então a experiência de tocar em conjunto com músicos, bandas ou até mesmo outros DJ's pode ser muito enriquecedoras e gratificantes.
É importante que se mantenha o foco, o profissionalismo e a disciplina sempre. Lembre-se de que SEMPRE TEM ALGUÉM TE OLHANDO, em todos os ambientes e em todos os sentidos. A maneira como você se comporta nos eventos, sendo seus ou sendo de terceiros, pode fazer TODA A DIFERENÇA para a aquisição de bons contatos laterais e o fechamento de novas possíveis parcerias!

Um abraço, DJ's!

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Renato Siqueira
(DJ Renato Siqueira)
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Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo, ninguém no
mundo pode competir com ele."
Lao Tsé
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