terça-feira, 9 de dezembro de 2008

SEP C1 e MEP 7000 Pioneer - Controladoras MIDI com Pedigree

Vocês lembram quando eu falei aqui no blog sobre o fim dos CDJ´s?
Com certeza, teve muita gente querendo arrancar uma parte da minha anatomia íntima por eu ter profetizado um cenário tão doloroso para certos DJ´s.
Conforme eu já havia dito, as controladoras MIDI estão tomando cada vez mais espaço no mercado dos profissionais e por isso cada vez menos as grande espresas, como a Pioneer, irão investir milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de produtos que utilizem CD como mídia de armazenamento.
Particularmente eu acho que cada um deve tocar com o que achar melhor, e já até fiz um artigo sobre isso. Esse negócio de ficar de "panelinha" dizendo que DJ profissional "tem que tocar com isso ou aquilo", na minha opinião, é coisa de gente frustrada e incapaz de assimilar novas tecnologias. Mas isso já foi discutido aqui, portanto vamos pular essa parte.
Mas voltando ao assunto principal do artigo, os mais recentes lançamentos (que nem são tão novos assim) da Pioneer vem confirmar a minha teoria: A era dos CD´s no mundo dos DJ´s está chegando ao fim.
Vamos falar das duas "gracinhas digitais" que a Pioneer está levando para as pistas do mundo todo.

SEP-C1
O controlador MIDI SEP-C1 é o que nós podemos chamar de "controlador de gente grande"!



Este fabuloso "brinquedo" custa caro: US$1000,00 em média! Mas a qualidade e a quantidade de recursos que esta lindíssima ferramenta de trabalho proporciona com certeza faz jus ao valor que se paga, com folga.
Basicamente o SEP-C1 é uma interface para um outro aparelho da Pioneer (do qual falaremos mais tarde) e que TAMBÉM serve como controlador MIDI. Os botões não são remapeáveis, como a Xponent por exemplo, mas já dá pra brincar legal com bons softwares do mercado, como o Virtual DJ.
Veja abaixo dois pequenos vídeos deste equipamento em ação como CONTROLADOR de software:



Como vocês podem perceber, o aparelho atende bem às necessidades. Pelo menos é o que parece pelo vídeo. Caso você queira ver mais alguns vídeos deste equipamento, dê uma olhada neste site.

É claro que você não vai encontrar neste equipamento a mesma flexibilidade da Xponent - que é "full midi" - mas com certeza este é um equipamento que pode ser levado à sério quando o assunto é "Mobile DJing".
Mas e se você ainda tiver centenas de CD´s e não quiser simplesmente jogar tudo fora de um dia para o outro? Aí vem a "outra parte do brinquedo"!
MEP7000
Basicamente, o MEP7000 é um player que toca tudo, menos vinyl e MD! Ele aceita variados formatos de arquivos, e é uma "extensão" do SEP-C1 para o uso de mídias físicas. Ele possui uma porta usb frontal, onde você pode ligar um pendrive ou um HD externo, por exemplo, e levar dezenas ou mesmo centenas de Gigas de música.
Particulamente, se fosse pra comprar este conjunto (que custa uns US$1500,00), eu preferia mil vezes comprar um par de CDJ400 mais um DJM400, que além de ser um conjunto muito mais bonito e "impactante" ainda permite mais flexibilidade, uma vez que o CDJ400 também serve como controlador MIDI e tem recursos muitíssimo interessantes. Além disso, mesmo que você não toque com CD´s (como eu)



No geral, o conjunto criado pela Pioneer é o sonho de alguns DJ´s digitais e o pesadelo dos DJ´s puristas, conforme descrito pelo site GIZMODO. Mas não há como negar: A era digital chegou, quem não se atualiza fica para trás e quem não estiver esperto perderá o lugar e o emprego para uma geração nova, mas que aceita e até mesmo cobra as evoluções do mercado. Como diria um vídeo motivacional que eu gosto muito - o "Hidrogênio" - "Utilize o computador da forma que puder. Ele pode ser seu inimigo ou seu melhor amigo! Como inimigo reduz salários e empregos. Como amigo pode ser o MELHOR INSTRUMENTO que você possuirá!" (Não deixem de ver este vídeo, que está aí embaixo)

Ou seja: Fique esperto. O mundo está evoluindo a passos largos. E as empresas não estão nem aí para as suas preferências pessoais. Atualize-se e comece a entender que a mudança é irreversível.
Se quiser alguma ajuda na transição, me procure. Terei prazer em ajudá-lo na transição.
Um abraço a todos!
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Renato Siqueira
(DJ Renato Siqueira)
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"O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo, ninguém no
mundo pode competir com ele."
Lao Tsé
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Liberada a versão 5.2 do VirtualDJ for Mac

Antes tarde do que nunca!
Depois de muito tempo sofrendo com os problemas da versão 5.07 do Virtual DJ for Mac, o blog eusoudj libera pra vocês a versão 5.2 deste fabuloso software de mixagem profissional.

Esta versão trabalha em conjunto com a Xponent como se fosse feita para ela!



Gostaria de lembrar que este arquivo não está hospedado nos servidores do eusoudj e que não temos responsabilidades pelo seu uso. Estamos apenas divulgando o mesmo para fins de avaliação e testes.

Um abraço a todos!
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Renato Siqueira
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Música ao Vivo: E quando o DJ não é a "estrela" do evento?

Olá pessoal,
Que saudade de vocês :)

No artigo de hoje iremos conversar sobre um assunto que pode ser bastante controverso para alguns colegas de profissão: Tocar junto com bandas de música ao vivo!

Nos meus últimos 2 eventos eu toquei junto com músico profissionais das bandas A3 e Wave em dois eventos particulares: um no Hotel Rio Internacional - Copacabana (Casamento) e outro no Restaurante Real Astoria - Botafogo (Encontro Anual dos Delegados da Polícia Federal do Rio de Janeiro).

Em ambos os eventos, eu dividi o palco com os músicos, sendo que no casamento eu toquei mais do que a banda e na festa da PF eu só dei apoio a banda fazendo as primeiras 2 horas da festa (só com mpb, bossa-nova, instrumental, etc...) e os últimos 30 minutos de evento (encerramento). Ou seja, na festa da PF eu apenas "dei suporte" a banda, evitando a todo custo abrir a pista de dança, trabalhando com ritmos suaves e tentando manter o pessoal satisfeito com a música, mas sentados!

Neste dia senti pela primeira vez uma coisa muito engraçada: Eu estava feliz por estar no evento, cobrei um valor bom, trabalhei pouco, mas não estava plenamente satisfeito pois não era a "estrela" do evento!
Sério: Eu estava sendo pago (bem pago), trabalhei metade do meu tempo normal (ou menos) mas não estava completamente satisfeito porque eu não estava ali para FAZER a festa mas para ajudar a banda a fazer a festa.

Entendendo a missão
Conforme eu já deixei claro para vocês, a missão do DJ é levar a música à vida das pessoas, colaborando da melhor forma possível para que o evento do cliente ocorra sem transtornos. Assim sendo, apesar de não estar no evento para "brilhar", minha missão continuava a mesma. Fiz o que foi possível para aproveitar ao máximo o meu tempo de trabalho, buscando usar músicas e ritmos que ficassem no limite entre o agradável e o dançante. Se eu colocasse o pessoal para dançar, não poderia cair o ritmo depois e prejudicaria o trabalho da banda, que certamente iria começar "devagarinho" (eles começaram com How Deep is Your Love) e depois iria aumentando o ritmo. Eu estava ali para agregar valor ao evento, mostrando profissionalismo, não para competir com a banda pela preferência do público.


Fazendo Parcerias
Um fator muito importante a se levar em consideração numa situação como essa, falando friamente, é a questão financeira. Não dá pra tocar SEMPRE só por prazer. Tem horas em que você TOCA POR DINHEIRO SIM! E nessas horas, é melhor tocar por dinheiro em situações que te favoreçam do que em situações adversas ou hostis. Eu prefiro, sempre que possível, trabalhar com parceiros pois as parcerias profissionais - quando bem estabelecidas - trazem benefícios para todas as partes envolvidas.
Eu conheci a banda A3 em um trabalho feito em conjunto com o Edésio (EDB Produções) e com isso acabei fechando a parceria com a banda, que já me rendeu 2 excelentes trabalhos. O Heider Aché (organizador da banda A3) é um excelente parceiro de trabalho, trabalha de forma séria e organizada e tem um humor excelente. É fácil trabalhar com ele. É um cara que não tem neuroses e manias e não tenta me ensinar a fazer o meu trabalho. A gente trabalhou muito fácil juntos e espero trabalhar com ele várias outras vezes mais.


Este é o tipo de parceria que me agrada. Apesar de ter servido de "apoio" para a banda, o trabalho foi feito com dignidade e satisfação, pois a minha missão foi cumprida.


Servir de apoio para músicos pode dar problema?
Sim. Definitivamente! Conforme eu já disse, parcerias só são boas quando são boas para todas as partes envolvidas - os parceiros, o cliente e os convidados - e trazem benefícios.
Para os dj´s que como eu gostam de "fazer a festa", servir de apoio pode ser muito frustrante ou desanimador. Mas é importante levar em consideração o lado "business ": Se você está no evento, ganhando dinheiro e "mostrando a sua cara", tudo bem! Faz parte também!
Tem um ditado que diz que quem não é visto, não é lembrado. Logo, estar tocando num evento, mesmo que seja apenas uma abertura de 30 minutos ou 1 hora pode ser uma excelente oportunidade de fazer contatos. Acredite!
O único problema, na minha opinião, é quando você não é a atração principal do evento, vai tocar pouco, e ainda não pode fazer nenhum tipo de propaganda, como distribuir panfletos, cartões ou divulgar sua "marca" de alguma outra forma. Isso é realmente ruim, na minha visão, porque mesmo que você esteja ganhando o que pediu não terá nenhuma oportunidade lateral de contato, já que as pessoas no evento nem mesmo saberão quem é você, caso o organizador do evento ou o dono ou empresário da banda seja do tipo "egoísta" ou "cafetão de Dj´s". E acredite: Este tipinho existe aos montes por aí.

Num caso como esse a receita é simples: Receba seu dinheiro e vá embora. Ao chegar em casa risque o tal "parceiro" do seu caderno de contatos, e quando ele voltar a ligar, você estará ocupado. SEMPRE OCUPADO! Ponto final. Não adianta tentar negociar com esse tipinho pois eles sempre darão um jeitinho de dizer que na próxima vez será diferente, que irá te dar oportunidades para auto-promoção, que irá colocar seu nome e contatos nos "flyers" e convites do evento... Tudo conversa fiada. Se o cara só quer faturar às custas de um bom DJ que não sabe ser seu próprio empresário então não tem jeito, ele vai aproveitar o máximo que puder de todas as formas dos profissionais que estiverem à sua disposição e ponto final. Não espere nada destes caras.



Mas e aí? Vale a pena ou não?
Minha opinião é simples: Se você quer aparecer em todos os eventos onde estiver não é um bom negócio tocar com bandas ou músicos ao vivo, pois geralmente o foco destes eventos é a banda, ou o músico. Certamente, na melhor das hipóteses, você irá dividir o eventos com eles. Isso pode ser bom ou pode ser péssimo para você como DJ dependendo do ritmo de trabalho que os músicos pensam em administrar nessa "parceria".
MAS se você antes de mais nada pensa no NEGÓCIO, deixando de lado a vaidade de DJ e pensando em como aproveitar estas oportunidades junto com outros profissionais para gerar contatos laterais, networking profissional e maiores oportunidades de trabalho, então a experiência de tocar em conjunto com músicos, bandas ou até mesmo outros DJ's pode ser muito enriquecedoras e gratificantes.
É importante que se mantenha o foco, o profissionalismo e a disciplina sempre. Lembre-se de que SEMPRE TEM ALGUÉM TE OLHANDO, em todos os ambientes e em todos os sentidos. A maneira como você se comporta nos eventos, sendo seus ou sendo de terceiros, pode fazer TODA A DIFERENÇA para a aquisição de bons contatos laterais e o fechamento de novas possíveis parcerias!

Um abraço, DJ's!

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Renato Siqueira
(DJ Renato Siqueira)
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"O sábio não se exibe, e por isso brilha.
Ele não se faz notar, e por isso é notado.
Ele não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo, ninguém no
mundo pode competir com ele."
Lao Tsé
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